Image above - works on "Impression Collectors" - Noh Eun Young, Lee Myeong Eun,  Seo Byeong Ju,  Laureline Claeys, Yoo Ji Young, Yoo Mang Chul, Claudia Pestana and Andrea Ebert

Workshop Impression Collectors 인상 수집가들

Technology x Technology

Andrea Ebert on Horanggasy Creative Studio

Workshop description: 

‘Impression collectors’ is an invitation to explore ways of seeing and making through gathering and printmaking. Proposed by Andrea Ebert, a Lisbon based artist from Brazil, this workshop invites participants to come together to share - their gazes, observations they collect, knowledge they have, and their inventiveness – ways of engaging with local surroundings and techniques they will explore in the workshop. Throughout four sessions participants will hold discussions, produce and share observations, experiment with patterns and printmaking techniques as they collaborate with each other and Andrea Ebert to create an animated collection of their impressions and experiences. 

How do we engage with given spaces and things around us – are they something we can read or do we project what know onto them? What can be made out of these things around us when we work individually? And what might we see when we work with others to look anew? 

 '인상 수집가들'은 수집과 판화 찍기를 통해 관측하고 창조하는 방식들을 탐구하는 작업으로의 초대이다. 리스본에서 활동하는 브라질 예술가인 안드레아 에버트에 의해 제안된 본 워크숍은 참여자들이 함께 모여 지역의 환경들 및 기법들과 관계 맺기 하는 방식들을 공유하길 권합니다. 거기에는 참여자의 시선들, 그들이 수집한 관측 대상들, 그들이 가진 지식들, 그리고 그들의 창의성 등이 포함됩니다. 본 워크숍은 총 4회로 이뤄지는데, 토론이 열릴 것이며, 관측한 것들을 공유하거나 생산하는 과정이 있고, 패턴 및 판화 찍기 기법을 시도하게 됩니다. 이 과정을 통해 참가자들과 안드레아는 서로 협력해서 각자의 인상들과 경험들의 컬렉션을 애니메이션 이미지(animated gif)로 완성하게 됩니다. 

우리는 주변의 공간 및 사물들과 어떻게 관계 맺기를 할까요? 그것들은 우리가 읽어낼 수 있는 것인가요? 아니면 우리의 지식을 투사해야 하는 것인가요? 우리가 혼자서 작업할 때 주변의 이러한 사물들로부터 무엇이 만들어질 수 있을까요? 또 우리가 타인들과 함께 작업할 때는 새롭게 보이는 뭔가를 발견하게 될까요? 

Artist Book collective work

Imagens acima:-

Livro de artista coletivo - Eva Mendes, Francisca Mateus, Mariana Reynaud, Julia E. Junqueira, Cheila Garcia e Andrea Ebert - 2017

Cargo Cults

 

Há pouco tempo descobri a história dos "cargo cults". Os cultos de carga foram identificados em várias ilhas do Pacífico em meados do século passado. Têm a particularidade de terem assumido formas semelhantes em várias culturas distintas e geograficamente separadas. A sua característica mais marcante é a replicação de gestos/ações sem a compreensão dos mecanismos que estão na sua origem. Neste caso o que escapou aos nativos destas ilhas foi a compreensão da tecnologia utilizada diariamente pelos militares estacionados nessas ilhas devido ao esforço de guerra (2ª Guerra Mundial). Após o final da Guerra e da desativação das bases militares, os nativos começaram a reproduzir os comportamentos anteriormente adotados pelos militares na esperança de voltar a receber mantimentos e equipamento. Chegaram ao ponto de construir nas pistas aéreas abandonadas estruturas semelhantes a aeronaves e imitar o comportamento do pessoal de terra.

 

É fácil concluir que estes comportamentos em nada mudaram a situação: os mantimentos e equipamentos continuaram a não chegar.

Para quem está habituado à tecnologia moderna o erro é evidente: houve uma falha ao identificar a causa e o efeito (na verdade, houve uma inversão). Mas penso ser proveitoso fazer o exercício de nos colocarmos na pele destes povos e julgo ser evidente que, dada a enorme diferença tecnológica entre as culturas, dificilmente seria possível um resultado diferente.

 

Na prática das artes é fácil identificar este fenômeno: é frequente ver grandes mestres demonstrarem feitos que desafiam a compreensão sem qualquer explicação adicional, deixando os espectadores/alunos apenas com o aspeto exterior do que fizeram. Na maior parte das vezes os espectadores/alunos comportam-se como elementos de um cargo cult, repetindo até à exaustão a exterioridade dos movimentos que viram e, tal como os nativos dessas ilhas do Pacífico, os resultados tardam a chegar ou tem de ser falseados.

 

O ideal seria focar a importância de perceber o funcionamento interno das técnicas. Perceber o funcionamento interno de todos os movimentos e não aceitar acontecimentos por "magia". Esta atitude contribuiu imenso para o crescimento enquanto espectador/aluno das artes e aos que se dedicam a este tipo de estudo.

 

(texto de Ruben Cabral - adaptado por Andrea Ebert)

 

Todos nós em algum momento participamos deste culto. Podemos mudar de direção quando temos consciência deste fato.

Fazer parte do grupo “Ex Cargo Cults” - já na partida não daremos receitas. Não mostraremos caminhos. Não faremos mágica. Iríamos discutir e nos aprofundar no ato do fazer. Dar a importância da qualidade do "não saber" e ter a oportunidade para o ato da criação independente.

...

Este livro de artistas acima é o fruto de uma oficina inspirada no texto Cargo Cults.

1º Ato: convidei 5 pessoas para fazer uma oficina de gravura experimental por 7 dias com o texto Cargo Cults.

 

2º Ato: visitamos o MAAT onde faço uma residência independente e os participantes foram convidados a escolher e estudar em profundidade uma obra entre todas aquelas expostas nas diferentes exposições patentes no MAAT na altura. Também foi pedido que refletissem sobre a relação da instituição com as obras, espectadores, artistas e ambiente. (link sobre projeto no MAAT)

 

3º Ato: indicações sobre livros de artistas na Biblioteca de artes Gulbenkian. E uma oficina de experimentação com monotipias e gravuras sobre materiais do cotidiano.

 

4º Ato: dois dias de oficina para produzir 13 originais para o livro.

 

5º Ato: um dia para fazer a edição do livro e reflexões sobre o trabalho.

 

6º Ato: exposição e demonstração do trabalho numa feira de edições independentes.

 

Participates do coletivo: Eva Mendes, Francisca Mateus, Mariana Reynaud, Julia E. Junqueira, Cheila Garcia e Andrea Ebert